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sábado, 24 de março de 2012

Reforma do porto preocupa atletas do remo de Natal


Um dos projetos que estão programados para cidade, com a finalidade de preparar Natal para receber cinco jogos da Copa do Mundo de 2014, pode provocar um efeito colateral devastador ao remo potiguar. A reforma e ampliação do Porto de Natal vem sendo um grande motivo de preocupação para os dois mais tradicionais clubes do estado Sport e Náutico Potengy, que podem ver as saídas de suas sedes para o mar fechada com o prolongamento do cais em mais 30 metros.
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Unidos e mobilizados para salvar a história náutica do RN e impedir que duas entidades com 97 anos de existência sejam obrigadas a fechar as portas, representantes dos dois clubes buscam apoio das autoridades atrás da resolução do problema. "O ideal seria que essa ampliação não ocorresse, mas como se trata de um projeto federal e é uma obra para Copa do Mundo, essa possibilidade é nula. Então nos resta apelar para nossa governadora atrás da doação de uma área para que a gente possa transferir as tarefas náuticas dos dois clubes", afirmou Renato Jorge, presidente do Centro Náutico Potengy.

Roberto Cabral, diretor do Náutico, informou que no projeto existente da Codern realmente consta uma saída dos clubes para o mar, mas não leva em consideração a dinâmica da área, nem as questões de segurança que devem ser observadas neste caso. "Essa saída irá desembocar numa área que serve como atracamento para embarcações e não vai nos atender. Já olhamos umas áreas ao longo do Rio Potengi que pode abrigar nossa parte náutica e agora depende exclusivamente da governadora", disse Cabral, ressaltando que os clubes contam com o apoio do secretário de Esportes do RN, Joacy Bastos. "Joacy foi o único secretário de Esporte que ajudou o remo, é uma pena que ele tenha tantas limitações em seu trabalho", frisou.

Atualmente o Centro Náutico faz um trabalho social junto com jovens e crianças, atendendo 30 atletas. A única receita existente no clube é o resultados das mensalidades pagas pelos mesmos. No local são atendidos jovens das Rocas, Brasília Teimosa, Paço da Pátria e de Santos Reis.

Um dos exemplos do projeto de inclusão social é o caso do remador Luís Felipe dos Santos (Índio), que através do esporte conseguiu superar os problemas sociais que vivia quando criança.

"Eu tinha tudo para ser um jovem rebelde. Mas quando cheguei ao clube recebi um forte apoio do treinador Carlos Bello Moreno, que me deu condição de estudar, me trabalhou para ser um cidadão e agora eu só tenho a agradecer", disse.

Luís Felipe hoje é atleta da seleção brasileira e treina no Botafogo/RJ junto com o colega Emerson Borges, outro potiguar a integrar o selecionado nacional e que vai tentar uma vaga para disputar a Olimpíada de Londres, no Pré-olímpico que será realizado na Argentina. "Acredito que se tivéssemos mais apoio das autoridades locais, outros atletas poderiam ter a mesma oportunidade que nós estamos tendo", ressaltou Luís Felipe.

Fonte: Tribuna do Norte

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