Diante
do número crescente de estados e municípios que não cumprem o piso
salarial dos professores,um grupo de trabalho da Comissão de Educação,
formado por cinco senadores, resolveu se mobilizar para exigir o
cumprimento da Lei 11.738/08, que fixa o valor mínimo para o pagamento
dos profissionais do magistério em todo o país.
Em reunião realizada esta semana com o procurador-geral da República,
Roberto Gurgel, os senadores solicitaram que o Ministério Público
encaminhe uma representação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a
lei seja cumprida.
O último levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores em
Educação (CNTE), concluído em março, mostra que 17 estados (das 27
unidades da Federação) descumprem a determinação legal de pagamento do
piso, atualmente de R$ 1.451, aos que iniciam a carreira e aos
professores que têm nível médio (veja quadro ao lado).
A Paraíba editou uma medida provisória no final de março que fixa o
valor mínimo dos professores em R$ 1.088,26. A decisão foi alvo de
severas críticas de Cícero Lucena (PSDB-PB) em pronunciamento no
Plenário.
Para o senador, essa medida (MP 193) reduz os salários da categoria e
desrespeita as progressões do plano de carreira sancionado pelo
ex-governador e hoje senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que também
participa do grupo de trabalho da Comissão de Educação.
— A Paraíba foi surpreendida por um ato ditatorial do governo, mais
um golpe de morte na educação pública — protestou Cícero, citando o
fechamento de quase 200 escolas estaduais e a tentativa de quebrar a
autonomia financeira e sucatear a infraestrutura da Universidade
Estadual da Paraíba.
Também fazem parte do grupo da Comissão de Educação Cristovam Buarque (PDT-DF), Ana Amélia (PP-RS) e Pedro Taques (PDT-MT).
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