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sexta-feira, 15 de março de 2013

Acordo entre clubes traz Vuaden para o clássico


O gaúcho Leandro Pedro Vuaden foi o árbitro selecionado para dirigir o clássico de domingo no Nazarenão. Essa será a primeira vez que América e ABC vão se confrontar na temporada de 2013 e o encontro está cercado de expectativas. A escolha de um árbitro Fifa ocorreu mediante a um acordo prévio das duas diretorias, que desejam dar uma imagem bem diferente daquela que ficou para o Brasil no final do ano passado: de um clássico tumultuado, com expulsões e que acabou maculando a imagem de ambos os clubes devido ao espetáculo grotesco. Lourival Cândido das Flores e Vinícius de Melo serão os assistentes.
Júnior SantosPresidente da Comissão de Arbitragem, Ricardo Albuquerque, resolveu não incluir Lenílson de Lima no sorteio para o final de semana
Presidente da Comissão de Arbitragem, Ricardo Albuquerque, resolveu não incluir Lenílson de Lima no sorteio para o final de semana

"Eu mesmo tomei a iniciativa de procurar o presidente do ABC, Rubens Guilherme, para buscar esse entendimento. O acertado foi que todos os clássicos realizados nesta temporada terão arbitragem Fifa, com as despesas extras ficando sempre para o mandante do espetáculo. Acredito que estamos abrindo um bom canal de entendimento", ressaltou o presidente americano, Alex Padang.

O entendimento ocorreu mesmo depois que a Justiça Desportiva confirmou a pena da perda de um mando de campo para o ABC, além de uma multa de R$ 5 mil, atendendo justamente a um protesto encaminhado pelo departamento jurídico do América à Promotoria do STJD. No qual acusava a invasão de campo e agressão ao goleiro Dida por parte de um dos seguranças do ABC que trabalharam na tumultuada partida da rodada final da série B do ano passado.

Ciente de que os problemas de dentro de campo não devem interferir no relacionamento entre as duas diretorias, Padang ressaltou esperar que esse novo acordo seja longo, uma vez que os clubes passam por problemas semelhantes e caminhando juntos se tornam muito mais forte nas negociações.

"Essa questão do patrocínio da Caixa Econômica tem de ser vista em conjunto. Assim como o ABC, o América também contava com a viabilização desse acordo e também colocamos a receita que iríamos ganhar, no orçamento para atual temporada. Só que acabou dando problema e junto com Rubens Guilherme, iremos tentar uma solução. Nós vamos nos encontrar com pessoas que podem resolver o problema durante o final de semana", afirmou Padang.

O presidente americano reforçou que os dirigentes locais precisam amadurecer em termos de relacionamento e deixar a rivalidade interferir apenas nos assuntos dentro de campo. Ele cita o exemplo do que vem ocorrendo no Rio de Janeiro, onde o Botafogo continua alimentando a mesma rivalidade com a dupla Fla-Flu, mas não impõe empecilho para que seus adversários atuem no estádio Engenhão.

PREPARAÇÃO

Como é praxe no trabalho do treinador Roberto Fernandes, o treino de apronto para o clássico diante do ABC será fechado para imprensa hoje. O assessor de imprensa do alvirrubro, Fábio Pacheco, confirmou a informação mas disse  faltar apenas estabelecer se o próprio técnico e os jogadores irão receber a imprensa antes ou depois dos trabalhos.

O atacante Max, teve o pedido de redução de pena apreciado no STJD, mas os auditores optaram por manter os dois anos de suspensão e realizar o acompanhamento periódico do atleta através de exames regulares. Se no período de seis meses não for constatada qualquer reincidência de uso drogas proibidas, a pena será reduzida pela metade.

Outro processo envolve Mossoró

O Alecrim também está na briga por uma punição envolvendo o estádio Leonardo Nogueira e a arbitragem do Campeonato Potiguar. O clube deu entrada com uma queixa alegando irregularidades ocorridas na partida envolvendo o Alviverde e o Potiguar, em Mossoró.

Segundo a petição alecrinense, que anexou um vasto material documental, fotográfico e até em vídeo, a equipe foi prejudicada por atitudes oriundas do quarteto de arbitragem e também pelo mau comportamento da torcida mossoroense não coibido pelas autoridades em campo.

O Alecrim alega que deliberadamente e com a anuência do quarto árbitro, teve seus jogadores reservas e comissão técnica posicionados próximos a torcida rival. O clube afirma que normalmente os visitantes ocupam o banco reserva contrário ao da torcida local, o que não ocorreu no jogo, inclusive sendo verificado pelo quarto árbitro. A atitude, de acordo com os advogados do Alecrim estimularam reações de ameaça da torcida e culminou com o arremesso de uma lata em direção ao então técnico Pedrinho Albuquerque. O objeto foi entregue ao árbitro que alegou não poder tomar uma atitude pois não havia presenciado o ato.

Além disso, o Alecrim reclama que esse clima desfavorável "contaminou" a arbitragem, que teria agido compulsivamente em desfavor do Alviverde. Como prova do fato, o advogado anexou a súmula mostrando um grande número de cartões aplicados aos jogadores do time de Natal.

Presidente da Ceaf suspende árbitro

Depois de toda polêmica envolvendo a arbitragem de Lenílson de Lima, na partida entre Potiguar e América, no Nogueirão, em Mossoró, na última quarta-feira, o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol, coronel Ricardo Albuquerque, decidiu por suspender o árbitro da partida por uma rodada do campeonato estadual, até ter certeza se o pênalti marcado a favor da equipe americana, existiu ou não. "Até para preservar o Lenílson, ele vai ficar de fora da rodada do final de semana. Isso não quer dizer que ele errou na marcação do pênalti. Pedi a três emissoras de TV que possuem as imagens, cópias para poder analisar direito o lance. Só depois que iremos tomar alguma decisão definitiva", afirmou o presidente da Ceaf.

Caso o erro na marcação do pênalti seja confirmado pela comissão, Lenílson de Lima pode ficar afastado dos campos até um mês, como está acontecendo com dois companheiros seus de profissão: Valdick Leão, que teve problemas na partida entre Coríntians x Potiguar e Pablo Ramon, criticado pela Santa Cruz na derrota para o ABC. Ambos foram encaminhados de volta a escola de arbitragem estadual e vão passar por uma espécie de reciclagem para poder voltar a apitar jogos de futebol. 

Até o momento, o campeonato potiguar teve 72 jogos disputados e, mesmo com as críticas dos dirigentes do clubes contra a arbitragem, apenas um clube oficializou a reclamação, que foi o Potyguar de Currais Novos. Mesmo cobrando um melhor desempenho dos seus árbitros, o presidente da Ceaf disse que "erros existiram e vão continuar existindo. Todos somos seres humanos e, por isso, passíveis de erros", finalizou Albuquerque.

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