Apesar da queda do
número de casos de dengue e de mortes decorrentes da doença este ano, 91
municípios ainda seguem com risco de enfrentar surto da doença até o fim do
verão. Outros 265 estão em estado de alerta. Palmas, capital do Tocantins, é
uma das cidades onde a quantidade de casos já indica surto da doença, segundo
balanço divulgado hoje (13) pelo Ministério da Saúde.
O número de cidades
com risco de surto (91) é superior à previsão divulgada pelo governo em
dezembro (48). De acordo com Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde,
o aumento já era esperado, pois as informações do ano passado tinham como base
a pré-temporada de verão. “É natural que cresça o número de municípios por
causa do clima mais propício à proliferação do mosquito”, explicou.
Das 91 cidades em
risco de surto, a maioria está nos estados da Bahia, do Maranhão e de São Paulo
(46). Nesses municípios, em cerca de 4% das casas e imóveis visitados pelos
agentes de vigilância sanitária foram encontradas larvas do mosquito transmissor
da doença.
“Como ainda estamos
na metade de fevereiro, temos de manter o alerta e a mobilização, para que a
gente chegue até o fim do verão [com queda de registros]”, disse Jarbas
Barbosa.
Palmas tem a maior
taxa de incidência da doença, com 743,7 casos por grupo de 100 mil habitantes.
“A taxa superior a 300 casos por 100 mil habitantes é encarada como situação
epidêmica”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Tocantins é,
também, o estado com a maior incidência, 249,4 casos para cada 100 mil pessoas.
A taxa nacional é 21,2 por 100 mil.
A incidência também
aumentou em Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Sergipe. O levantamento mostra a
predominância do vírus tipo 4 nas regiões Norte e Nordeste e do tipo 1 nas
regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Os quatro tipos de vírus provocam os
mesmos sintomas e nenhum é mais grave que o outro.
Nas regiões Norte e
Centro-Oeste, a maioria dos criadouros do mosquito foi encontrada em
recipientes e depósitos de lixo. No Sudeste e no Sul, os focos principais são
pratinhos de plantas, calhas entupidas e outros locais que acumulam água dentro
das casas. No Nordeste, o problema maior está nas caixas d`águas.
Os dados mostram
redução de 62% dos casos de dengue entre os dias 1º janeiro e 11 de fevereiro,
equivalente a 40,4 mil casos, em comparação ao mesmo período de 2011, com 106,3
mil registros. O número de casos graves caiu 86% e o de mortes passou de 95 em
2011 para 32 no começo deste ano.
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