A Promotoria do Meio
Ambiente, através da sua titular, Rossana Sudário, emitiu recomendação a
SEMURB, proibindo a realização de shows no Beco da Lama, em especial os especiais
de reggae que ocorriam nas sextas-feiras com bandas locais.
O descumprimento da
decisão vai gerar uma multa diária de 10 mil reais para o realizador do evento.
A medida começa a
valer a partir do dia 21 de fevereiro, depois do carnaval.
A decisão foi
provocada por um abaixo assinado de moradores da região que reclamaram a
Justiça em relação à altura do som.
Segundo a promotora
do Meio Ambiente, a medida faz valer uma resolução do Conema, que regula a
realização dos eventos realizados em espaços públicos.
A magistrada
reconhece que aquele espaço é tradicionalmente um ambiente cultural, mas afirma
que até esses eventos precisam se adequar as leis ambientais.
“O ideal é que esses
e outros shows que aconteçam no local sejam realizados em espaços fechados e
com isolamento acústico”, argumenta a promotora.
Pelo Twitter, o
produtor cultural Marcelo Veni, que promove os shows de reggae, comunicou que
vai recorrer da decisão.
Para Veni, “se não
fossem o movimento dos bares e da programação musical que acontece semanalmente
o Centro da Cidade já teria virado uma Cracolândia”.
O blog contactou a
assessoria da Semurb que ficou de enviar nota se posicionando sobre o tema.
A execução do termo
de ajustamento de conduta, assim como se a decisão da Promotoria de Meio
Ambiente vai valer apenas para os shows de reggae ou para todos os eventos
ocorridos no Beco da Lama, é regulamentada pelo órgão municipal.
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