A maioria das 699
escolas da rede estadual de ensino começou hoje (13) e realizam até dia 24 as
matrículas para os alunos "novatos", que são aqueles oriundos da rede
municipal de ensino ou estão saindo de uma escola para outra para cursarem o
ensino médio.
"Na verdade, as
matrículas são feitas o ano todo, porque também tem as transferências
escolares", exemplificou a coordenadora estadual de Órgãos Regionais da
Educação (Core), professora Elisabeth Jácome da Costa Brito.
As matrículas dos
"novatos" preenchem as vagas remanescentes e abertas depois de feitas
as matrículas dos alunos "da casa", como são chamados os estudantes
antigos de cada escola.
Ela explicou que em
janeiro houve matrículas para alunos da "casa" nas escolas que não
fizeram greve no ano passado. Em fevereiro foi a vez dos alunos antigos se
matricularem nas escolas onde houve greve.
Por conta disso, o
número de vagas disponibilizadas para alunos
novatos em alguns turnos, chega a ser menor do que em outros, como está
ocorrendo na Escola Estadual Maria Queiroz, em Felipe Camarão, onde a estudante
Leilane Campelo, 26 anos, tinha chegado de manha para tentar uma das 15
vagas, no horário noturno, para o terceiro do ensino
médio.
"Eu vim de Campo
Redondo e se deixar para depois, perco a vaga", chegou a dizer ela,
sentada numa cadeira no saguão de entrada da Escola Maria Queiroz. Uma amiga
dele ficou guardando a vaga, "enquanto eu fui almoçar".
A professora Maria de
Fátima Soares Barbosa fazia as matrículas dos alunos ao lado de outra colega de
trabalho e disse que a "Maria Queiroz", que em 2011 contou com 1.345
matriculados, "é a única escola de ensino
médio" de Felipe Camarão, e por isso "sempre se consegue
preencher todas as vagas".
Na Escola Maria
Queiroz havia 70 e 60 vagas, respectivamente, para o primeiro e segundo ano.
Para o período vespertino, não tinha mais vagas para alunos "novatos"
do segundo ano, enquanto para o primeiro havia 21 vagas e para o terceiro 19.
Embora seja uma
escola de ensino médio, lá também existiam vagas de "novatos" para o
ensino fundamental, sendo 50 para o quinto ano e apenas oito para o nono ano.
Joelma Nogueira Costa
também guardava uma vaga noturna para o marido, "que não trancou a
matrícula" em 2010, passou o ano passado sem estudar e agora tinha
"de concorrer a uma vaga com os novatos".
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